O Arquivo de Ciência e Tecnologia
Um espaço de conhecimento
DOI:
https://doi.org/10.48798/congressobad.3154Palavras-chave:
Arquivo, Ciência e Tecnologia, Património documental, Preservação, Acesso aberto, ConhecimentoResumo
O Arquivo de Ciência e Tecnologia (ACT) da Fundação para a Ciência e a Tecnologia reúne um património documental único para a história da organização da atividade científica em Portugal e das políticas e estratégias no âmbito dessa mesma atividade, conservando o essencial da ciência realizada no país desde meados do século XX.
Inaugurado em 16 de dezembro de 2011, o ACT tem por missão o tratamento, a preservação e a divulgação do património arquivístico à guarda da FCT, principal agência de apoio à investigação científica em Portugal. O acervo, com mais de 5 000 metros lineares, integra 13 arquivos institucionais da administração e organização da Ciência e 9 arquivos pessoais de cientistas e personalidades ligadas à atividade científica, a que se somam milhares de processos de apoio a bolsas, instituições, projetos e iniciativas de investigação, bem como documentação relativa a parcerias e cooperação internacional.
O ACT disponibiliza o seu inventário em acesso aberto, descrito segundo normas internacionais de descrição arquivística, com pesquisa pública e navegação pela hierarquia documental. Esta abertura concretiza o compromisso do Arquivo com a democratização da ciência: permite que investigadores, estudantes, jornalistas e cidadãos consultem, compreendam e reutilizem a documentação que regista as decisões e trajetórias da ciência portuguesa. O acesso à documentação é gerido em conformidade com a legislação em vigor aplicada aos arquivos públicos, conciliando o direito de acesso com a proteção dos titulares dos dados.
Mais do que um conjunto de documentos a guardar, o ACT é informação social que tem de ser comunicada de forma estruturada e organizada, pois o conhecimento aprofundado de uma entidade só é possível pelo estudo do arquivo que produziu durante a sua atividade. O Arquivo procura, por um lado, garantir que os dados e resultados da investigação sejam transparentes e possam ser reutilizados, fortalecendo a validade científica; e, por outro, preservar a história e o património cultural da ciência e da tecnologia a nível nacional.