Planos de Preservação Digital nos municípios Portugueses

entre a portaria e a prática!

Autores

  • Isabel Quelhas Município de Aljezur
  • Laurinda Paz Município de Portimão
  • Sónia Negrão Município de Albufeira

DOI:

https://doi.org/10.48798/congressobad.3196

Palavras-chave:

Preservação digital, Plano de Preservação Digital, Autenticidade, Integridade, Administração Pública Local, Acesso à Informação

Resumo

A preservação da informação digital assume, atualmente, uma prioridade estratégica e legal. A contínua desmaterialização aumenta a dependência dos municípios e dos munícipes na informação em suporte digital, necessária para a decisão, cumprimento legal e defesa de direitos. A Portaria n.º 112/2023, de 27 de abril, veio reforçar este imperativo, determinando a elaboração de Planos de Preservação Digital (PPD) e a sua aprovação pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), até três anos após a sua entrada em vigor. Os profissionais da informação têm assumido um papel de observadores, secundarizando uma intervenção ativa nos processos de desmaterialização e digitalização. Os desafios colocados aos profissionais e aos municípios são exigentes: não se trata apenas de assegurar a preservação dos documentos, mas também de garantir a sua segurança, autenticidade e acessibilidade a longo prazo, ações que carecem de investimento contínuo em recursos humanos e tecnológicos. O PPD afirma-se como um instrumento indispensável para que os documentos digitais permanecem acessíveis e utilizáveis, face à evolução tecnológica e à obsolescência dos sistemas e formatos. O presente artigo procurar analisar, através das respostas a um questionário enviado aos 308 municípios, o estado do desenvolvimento e implementação de PPD a nível municipal.

Biografias Autor

Isabel Quelhas, Município de Aljezur

Licenciada em Ciência da Informação Arquivística e Biblioteconómica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2015.
Técnica Superior de arquivo, no Município de Aljezur, desde maio de 2019.
Co-coordenadora do Grupo de Trabalho de Gestão de Documentos de Arquivo (GT-GDA) para o triénio 2024-2026, da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação (BAD).

Laurinda Paz, Município de Portimão

Licenciada em História (2004), pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Mestre em Ciências da Informação e da Documentação na área de especialização de Arquivos (2013), pela Universidade de Évora.
Técnica superior de arquivo, na Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça (2007-2011).
Técnica superior de arquivo, no Município de Portimão, desde fevereiro de 2011.
Chefe de Unidade do Arquivo Municipal de Portimão desde 2020.

Sónia Negrão, Município de Albufeira

Licenciada em História, pela Universidade de Évora, em 2001.
Curso de especialização em Ciências da Informação – Ramo de Arquivo, Universidade de Évora, em 2005.
Técnica Superior de arquivo, no Município de Albufeira, desde fevereiro de 2005.

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Publicado

2026-06-16

Edição

Secção

Memória, Património Cultural e Ciência Aberta