Bibliotecas Escolares e Inteligência Artificial: histórias e algoritmos no exercício de uma democracia crítica e comprometida
DOI:
https://doi.org/10.48798/congressobad.3227Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Bibliotecas Escolares, Histórias, Cidadania democrática, Literacia críticaResumo
As bibliotecas escolares (BE) assumem hoje um papel central na mediação do conhecimento, na promoção do pensamento crítico e na formação cidadã, num contexto marcado pela crescente presença da inteligência artificial (IA). Este estudo, desenvolvido no Agrupamento de Escolas de Grândola, combina observação, entrevistas livres e um inquérito semiaberto aplicado a cerca de 13% dos estudantes dos ensinos básico e secundário.
A investigação procura compreender o lugar das BE no quotidiano dos alunos, os modos de utilização da IA e a relação dos jovens com as histórias e o imaginário enquanto elementos de construção de intersubjetividade. Para sustentar a análise, mobilizam-se os contributos de Yuval Noah Harari sobre os riscos associados à ausência de controlo da IA e de Byung-Chul Han acerca da perda de capacidade narrativa e reflexiva numa sociedade saturada de informação digital. O estudo integra ainda dados do relatório EU Kids Online 2026 sobre IA generativa entre crianças e jovens portugueses.
No âmbito do tema “Compromisso com a democracia: diálogo, bem-estar e inclusão”, defende-se o papel das BE’s como espaços seguros, éticos e inclusivos de diálogo crítico entre humanos e tecnologia.