O Poder dos Documentos
a Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande no tempo de Jean-Andoche Junot
Palavras-chave:
Arquivos Municipais, Fábrica de Vidros, Museu do Vidro, Guilherme & Diogo Stephens, Jean-Andoche JunotResumo
Os documentos dos Arquivos Municipais, tanto como os dos arquivos nacionais e distritais, tem um poder desconcertante. Quando se encontram protegidos, organizados e disponibilizados são património cultural de um país e de toda comunidade internacional, quer europeia, quer global. Enquanto legado, servem as instituições que os acolhem e salvaguardam, como promovem a participação da cidadania a vários níveis. Não só a nível académico, mas sobretudo através da articulação e dos laços de integração das populações às suas comunidades e aos instrumentos e ferramentas que coexistem com as suas próprias vidas (de que se salienta, no caso dos arquivos municipais, o sector das obras municipais). Para um arqueólogo ou para um historiador têm ainda o poder mudar a História, tanto na realidade, como na sua interpretação e representação (escrita, compreensão e valoração), contribuindo para a amplificação do conhecimento e uma melhor inclusão das comunidades e indivíduos.
A partir de um pequeno lote de documentos do Arquivo Municipal da Marinha Grande, propõe-se uma compreensão actualizada dos valores identitários e memoriais da Fábrica de Vidros de Guilherme & Diogo Stephens (empresa activa entre 1769-1826) que podem e devem contribuir para uma melhor gestão municipal dos bens culturais do núcleo histórico-industrial e do Museu do Vidro.
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